Índice:
A. Foco da prática social
B. Título da prática social
C. Identificação da empresa
D. Breve descrição da prática
E. Atividades desenvolvidas
F. Procedimentos que contribuem para o sucesso da prática
G. Detalhamento das metodologias
H. Depoimentos de diferentes atores sobre a prática
A. Foco da prática social: Desenvolvimento territorial/comunitário
Apoio à agricultura familiar
B. Título da prática social:
Projeto Pajiroba – uma história de parcerias, mobilizações e aprendizados compartilhados.
C. Identificação da Empresa:
Tatiana Bizzi – Instituto Alcoa – Av das Nações Unidas, 12901 Torre Oeste 16 andar – Tel: 5509-0351 – tatiana.bizzi@alcoa.com.br
Fernanda Bombardi – ICE – Rua Funchal, 263 conjunto 13 – Tel: 3708-0491 – fernanda@ice.org.br – www.ice.org.br
D. Breve descrição da prática:
Idealizado por comunitários de Juruti – Pará, e pelo ICE, financiado pelo Instituto Alcoa e Camargo Correa e apoiado por vários parceiros, o Projeto Pajiroba teve como objetivo aumentar a renda e promover a melhoria da qualidade de vida de 9 comunidades rurais de Juruti (cerca de 100 famílias), com base nos princípios da agricultura familiar.O projeto foi realizado em várias fases:
2000 a 2004 – Início das atividades da Alcoa em Juruti
2005 e 2006 – Buscando informações – Realização de diagnóstico e elaboração do projeto de forma participativa
2006 e 2007 – Começando as negociações – Etapa de definição de papéis e consolidação de parcerias
2007 e 2008 – Mobilização das comunidades
2008 e 2009- Execução das atividades
2009 e 2010 – Preparando para autonomia
O projeto teve como premissas o respeito à cultura local, respeito ao ritmo do lugar, a participação das comunidades nos processos de decisão e promoção do trabalho coletivo.
E. Atividades desenvolvidas:
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Formação de lideranças locais: realização de oficinas a cada 2 meses focadas no papel dos líderes nas suas comunidades;
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Assistência técnica e extensão rural permanentes: visitas semanais da equipe técnica às comunidades para acompanhamento da produção agrícola e transferência de conteúdos específicos;
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Formação em conteúdos agrícolas: cursos que ocorriam quando uma comunidade ia iniciar uma produção específica. Exemplos: sistema bragantino, criação de aves, produção de hortaliças;
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Investimento em infraestrutura inicial: aporte dos recursos necessários para iniciar as atividades produtivas. Exemplo: aquisição de sementes, adubo, máquinas para preparação do solo.
Principais resultados alcançados:
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Adoção do trabalho coletivo, que aumenta a produtividade, melhora a qualidade dos produtos e facilita a comercialização.
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Melhoria das relações entre os membros da comunidade, que, por meio da produção coletiva, se tornaram mais democráticas, horizontais e baseadas na confiança e no comprometimento com o trabalho.
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Adoção de técnicas agrícolas inovadoras para a região, que aumentaram a produção, diminuíram a degradação ambiental, aperfeiçoaram o trabalho e o uso da terra, organizam a produção e permitem a produção consorciada.
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Transferência de tecnologias e conhecimentos agrícolas, que se somaram aos conhecimentos tradicionais das comunidades.
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Diversificação da produção em todas as comunidades e melhoria significativa na qualidade dos produtos.
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Geração de excedente na produção para comercialização, melhorando a renda dos comunitários.
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Melhoria na alimentação dos comunitários graças à diversificação da produção.
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Alta aceitação dos produtos do Projeto no mercado regional, vendidos a melhores preços e em maiores quantidades que antes do Pajiroba.
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Valorização do trabalho do produtor nos produtos derivados da mandioca pelos comunitários e pelo mercado local.
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Aumento nos canais de comercialização e na renda gerada, graças, também, à adoção de novas técnicas de gestão, comercialização e precificação.
F. Procedimentos que contribuem para o sucesso da prática:
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Gestão do projeto: forma como as parcerias foram estabelecidas e mantidas ao longo da execução do projeto, além de análise e acompanhamento constante para redefinição de estratégias, quando necessária;
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Estratégias adotadas para execução: formação em conteúdos específicos, investimento na estrutura inicial (funcionamento da equipe e também para início das atividades em campo), assistência técnica permanente e formação de lideranças.
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Sistematização, avaliação e disseminação da prática.
Destacam-se, no Quadro a seguir, alguns procedimentos adotados para garantir o apoio da alta direção, a realização de parcerias estratégicas, a mobilização e o engajamento dos diversos atores envolvidos, e a qualidade dos projetos.
G. Detalhamento das metodologias
Adesão Corporativa:
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Alinhamento da prática social aos objetivos da empresa –
A linha de atuação do projeto estava em consonância com os objetivos da Alcoa na região.
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Apoio e acompanhamento da alta liderança – A alta liderança da Alcoa participou desde a concepção do projeto e acompanhou o andamento e adequações necessárias. Esta participação ativa, e de outras instâncias dentro da empresa, contribuiu muito para o sucesso do projeto.
Alianças externas:
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Alianças com parceiros técnicos estratégicos –
A parceria com Embrapa, além do conhecimento técnico transferido às comunidades, garantiu a credibilidade e facilidade de aceitação localmente.
Apoio do sindicato local facilitou o engajamento e participação dos comunitários.
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Parcerias com outras empresas privadas.
A parceria entre o ICE e as empresas foi pautado pela transparência e confiança.
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Alianças com comunidades rurais e estabelecimento de laços de confiança.
A contratação de uma equipe local, que visitavam constante as comunidades e a valorização e o respeito aos saberes locais foram fundamentais para o estabelecimento de alianças.
Comunicação/Mobilização:
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Valorização da cultura local.
A escolha do fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca com eixo central do apoio a agricultura familiar, já demonstra a valorização da cultura. O próprio nome do programa foi escolhido pelos comunitários:
PAJIROBA
Bebida típica que resgata as raízes tradicionais dos povos primitivos da Amazônia. Feita a partir da mandioca, seu preparo reúne as mulheres e crianças na casa de farinha durante os puxiruns, ou seja, mutirões organizados para a produção agrícola. Simbolicamente,representa a união de todas as pessoas da comunidade para produzirem algo de forma coletiva.
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Respeito ao ritmo do lugar
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Diálogo permanente com as comunidades locais.
Eram estabelecidos espaços de troca com a equipe local de forma a estimular que os comunitários expusessem suas dificuldades e conquistas e buscassem soluções coletivamente para seus problemas.
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Planejamento participativo
Cada comunidade decidia quais ações agrícolas seriam implantadas e a equipe técnica fazia a análise do que seria viável
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Promoção do trabalho coletivo
Foi retomada a prática do mutirão. Desta forma as atividades eram realizadas em conjunto, estabelecendo laços de confiança, consensuando todas as decisões.
Qualidade do Projeto:
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Gestão participativa
Todas as decisões sobre o Projeto eram tomadas com a participação de todos os stakeholders: comunidade, financiadores, parceiros técnicos, garantindo assim o comprometimento de todos com as ações do Projeto, e resultados mais efetivos nas comunidades.
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Adoção de metodologias específicas de assistência técnica para agricultores familiares.
As técnicas escolhidas para implantação das atividades agrícolas foram técnicas totalmente adequadas à realidade das comunidades, de forma que se garantisse sua continuidade após o encerramento do Projeto. Foram técnicas simples, mas que garantiram um importante salto em produtividade, além de ter deixado o trabalho no campo mais leve.
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Sistematização das informações e avaliação permanente.
Todos os meses eram registrados os resultados dos projetos por comunidade e repensadas as estratégias, caso necessário.
Na etapa final do projeto foi feito um processo formal de sistematização das aprendizagens e avaliação dos resultados. Este material está disponível para consulta.
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Investimento na infraestrutura inicial necessária
O investimento necessário para dar início às atividades produtivas era feito pelo Projeto, garantindo assim a viabilidade inicial para implantação das ações. Isto se mostrou necessário e fundamental para que as comunidades tivessem condições de iniciar as atividades produtivas.
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Formação de lideranças
Durante a implantação do projeto, foram sendo identificadas pessoas chaves dentro de cada comunidade que foram responsáveis pela transferência de conhecimentos e mobilização de outras famílias
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Equipe local
Contratação de técnicos experientes e da região para implantação dos projetos nas comunidades.
